O universo dentro de outro, é isso que é nossa casa. Cada família com seus modos de viver, agir, conviver e até mesmo de sentir. Com muita particularidade são formadas as famílias e os grupos humanos. O que une todos eles? parece que estamos todos separados, longes, pois não nos vemos durante um tempo e, de repente, nos encontramos na entrada de um concerto, teatro, na rua, numa praça ou em algum local inimaginável. O que fez nós estarem naquele lugar e naquele momento perfeito? A atração que temos um com o outro mesmo sem sabermos. Ela é invisível e influenciável, do mesmo modo ela funciona para atrair planetas, sistemas solares e universos. Por isso pode-se relativizar a distância, pois ela é construída cultural e invisivelmente. Essa força, portanto é distante mas está presente aqui agora dentro de nós. É assim que a cultura age, na nossa forma de enxergar o mundo e todos os seus detalhes. Além da cultura e educação de cada ser, uma personalidade e uma maneira própria de ver as coisas está presente em cada um, e muitas vezes a cultura, diluída em nossa maneira de ser, faz com que apaguemos o nosso brilho pessoal pois limita a criatividade e a visão de mundo. Nós nascemos dentro de um horizonte de possibilidades, o qual chamamos de bairro, cidade, país. Ele tem parece ter vida própria, no entanto, foi criado pela maneira de ser dos humanos que nele vivem, e foi tomando um movimento cíclico e repetitivo, parecendo, muitas vezes, ter essa própria vida. Fora desse campo de possibilidades nossa capacidade de enxergar e compreender outros campos de possibilidades é extremamente limitada, e por isso usamos a criatividade e imaginação, para tentarmos dar forma ao desconhecido. Isso é algo extremamente complexo, como ver uma cor nunca vista antes ou ouvir um som nunca ouvido. Mas a complexidade de ser humano é muito mais complexa de ser compreendida, se for possível compreendê-la. Existem muitas coisas que nunca conheceremos porque são infinitas possibilidades de experiência e contatos que temos a chance de viver, sentir e ver. Dentro delas, a principal é a morte. Todos irão vive-la (ou morrê-la hihi) no entanto, não poderemos passar adiante a nossa experiência ao morrer. Por isso, existem muitas ações, sentimentos, sensações que farão parte apenas do nosso caminhar, nas quais tentar descrevê-las aos outros tirará toda graça da sua existência, pois aquele momento é único e intransferível.
É essa lei, é essa a atração, estarmos sempre no lugar certo e no momento certo: agora. Compreender o nosso campo de possibilidades é muito importante para podermos atravessá-lo e acessar outros modos de vida e cultura, transcendendo nossos limites como humanos e viventes da terceira dimensão.
24 de março de 2010
universo de universos
Esse texto que segue são reflexões que tive durante um momento de despertar no início do ano 2007. Acho que no momento que escrevi, não pensei muito o que isso significava, mas lendo-o agora, consigo enxergar os meus primeiros questionamentos a cerca do mundo e da minha missão aqui, e também o porquê de eu estar estudando agora Antropologia e Arqueologia. Talvez para compreender melhor essas inquietações humanas e descobrir cada vez mais mistérios da vida...
(tem alguns erros de português, mas nao arrumei tudo bonitinho porque segue um raciocínio daquele momento)
Estamos num universo de universos. Tudo que nos cerca não é o que vemos, é o que pensamos ver. Ou justamente são os próprios pensamentos que temos. Quem disse que não pensamos tão rápido que somos capazes de mudar a realidade? Pode ser que o nosso pensamento é que se desenvolve tão rapidamente que ele proprio é capaz de mudar tudo a nossa volta.
Quem sabe é por isso que a humanidade terá um fim, porque nossa mente chegará num limite, e esse limite é o fim. É o limite que explica tudo.
Como podemos nos julgar superiores se as próprias plantas são quem nos fazem viver?? Não vivemos sem ela, mas ela vive sem nós, isso é, se todos nos morressemos, as plantas continuariam aqui no planeta terra. Ou seja, como podemos nos julgar SUPERIORES? Se necessitamos de alguém, que dizemos ‘inferiores’ de nós. As plantas são seres tão desenvolvidos, que conseguem viver somente dependendo da luz, ou seja ENERGIA. Nós também somos dependentes de energia, só além da energia do sol, também precisamos da energia das plantas, ou seja, somos secundários. O essencial para vivermos é o oxigênio, que é produzido pelas plantas.
Por que ás vezes temos pensamentos antes de sair de casa, por exemplo o que me aconteceu hoje: eu normalmente guardo minha carteirinha de estudante na minha caretira espontaneamente, e ontem foi um exceção, guardei no bolso da minha jaqueta. Antes de sair de casa pensei “tenho que pegar minha carteirinha”, mas foi um daqueles pensamentos rápidos que o cérebro não é capaz de captar. Quando fui pegar ônibus vi que eu precisava da carteirinha, mas ela não estava comigo. Porque isso se eu pensei antes de sair de casa? Porque meu cérebro, mesmo pensando, não foi capaz de armazenar a informação e me mandar pegar essa carteirinha? Porque esses pensamentos são tão fortes e evoluídos que o nosso cérebro não armazena. Eles pensam no futuro, no que vai acontecer, mas nosso cérebro ainda não consegue captá-los. Se catássemos todos os pensamento que vêm rápido no nosso cérebro, muitos deles poderiam estar lendo o que vai acontecer no futuro, e muitas coisas nós conseguiríamos modificar. Também um bom exemplo é quando vamos sair de casa e ás vees derrubamos uma jaqueta, e temos que voltar para botar ela no lugar de novo, ou esquecemos uma janela aberta, e voltamos para fechá-la. Só que o tempo continua correndo, portanto o mundo também, as pessoas também. 1seg faz toda a diferença pois o tempo é relativo sempre.
E então porque essas coisas não acontecem sempre? Acontecem somente ás vezes porque são nessas vezes que elas devem acontecer. Um segundo pode fazer com que encontremos uma pessoa que conhecemos quase virando a esquina, ou se tivéssemos perdido mais um segundo, não encontrariamos ela. O mundo portanto todo funciona assim, pelo tempo em que as coisas acontem. Mas o tempo sempre foi avaliado e sentido diferententemente nos diversos contextos históricos e sociais. Não existiam números dá mesma forma como os conhecemos hoje, mas ele estava lá. COMO ISSO? Não conseguimos imaginar nossas vidas sem numeros (nem sem tempo). Eles são tudo, são nossos registros perante o governo, são os que dizem quanto temos no banco, são os números da conta bancária, o número de pessoas que vivem na mesma cidade que nós, nossa nota final de curso... eles são TUDO! Só que foram inventados. Isso quer dizer que eles não existiam. E isso já não é imaginável para nós. Portanto, existem do passado que não conseguimos explicar, e tentamos sempre adivinhar o futuro, também embaçado diante da nossa capacidade de imaginação.
Talvez se tentássemos primeiro desvendar o que já passou, soubéssemos o que viria. Ou se prestássemos atenção nas coisas que precisamos AGORA, faríamos o futuro, saberíamos produzí-lo. Esse universo não tem fim, não teve começo, porque sempre pessoas criaram para produzir o futuro e continuaram criando. Ou taLvez tudo o que está acontecendo com a nossa humanidade sobre o aquecimento global é algum sinal de que se não começarmos a fazer a nossa missão aqui que é descobrir coisas, inventar coisas, nossa população irá se destinguir. E a nossa missão é justamente salvar do fim dos nossos seres superiores a quem devemos nossa vida: AS PLANTAS. Não somos nem capazes de produzirmos nosso alimento. Precisamos de frutos, cereais, animais, folhas, tudo o que ingerimos vem da natureza. O trigo veio com ajuda do solo, assim como arroz, o milho, feijão, e muitas outras. As frutas vêm das arvores. As raizes abaixo do nosso limite, a carne de um ser vivo, que nem nós.
Por que sentimos gostos deferentes? Por que uma coisa nos agrada e outra não? Por que as pessoas gostam de algo que asmoutras não gostam? Qual a diferença que cada coisa faz em alguém? Cada cérebro armazena um tipo de energia. Assim como nossos DNAS são diferentes, a forma como as coisas são absorvidas pelo nosso organismo também é.
Isso parece um jogo em que algum ser mais forte que nós, está nos observando, vendo a capacidade de entendermos a/s vidas.
(tem alguns erros de português, mas nao arrumei tudo bonitinho porque segue um raciocínio daquele momento)
Estamos num universo de universos. Tudo que nos cerca não é o que vemos, é o que pensamos ver. Ou justamente são os próprios pensamentos que temos. Quem disse que não pensamos tão rápido que somos capazes de mudar a realidade? Pode ser que o nosso pensamento é que se desenvolve tão rapidamente que ele proprio é capaz de mudar tudo a nossa volta.
Quem sabe é por isso que a humanidade terá um fim, porque nossa mente chegará num limite, e esse limite é o fim. É o limite que explica tudo.
Como podemos nos julgar superiores se as próprias plantas são quem nos fazem viver?? Não vivemos sem ela, mas ela vive sem nós, isso é, se todos nos morressemos, as plantas continuariam aqui no planeta terra. Ou seja, como podemos nos julgar SUPERIORES? Se necessitamos de alguém, que dizemos ‘inferiores’ de nós. As plantas são seres tão desenvolvidos, que conseguem viver somente dependendo da luz, ou seja ENERGIA. Nós também somos dependentes de energia, só além da energia do sol, também precisamos da energia das plantas, ou seja, somos secundários. O essencial para vivermos é o oxigênio, que é produzido pelas plantas.
Por que ás vezes temos pensamentos antes de sair de casa, por exemplo o que me aconteceu hoje: eu normalmente guardo minha carteirinha de estudante na minha caretira espontaneamente, e ontem foi um exceção, guardei no bolso da minha jaqueta. Antes de sair de casa pensei “tenho que pegar minha carteirinha”, mas foi um daqueles pensamentos rápidos que o cérebro não é capaz de captar. Quando fui pegar ônibus vi que eu precisava da carteirinha, mas ela não estava comigo. Porque isso se eu pensei antes de sair de casa? Porque meu cérebro, mesmo pensando, não foi capaz de armazenar a informação e me mandar pegar essa carteirinha? Porque esses pensamentos são tão fortes e evoluídos que o nosso cérebro não armazena. Eles pensam no futuro, no que vai acontecer, mas nosso cérebro ainda não consegue captá-los. Se catássemos todos os pensamento que vêm rápido no nosso cérebro, muitos deles poderiam estar lendo o que vai acontecer no futuro, e muitas coisas nós conseguiríamos modificar. Também um bom exemplo é quando vamos sair de casa e ás vees derrubamos uma jaqueta, e temos que voltar para botar ela no lugar de novo, ou esquecemos uma janela aberta, e voltamos para fechá-la. Só que o tempo continua correndo, portanto o mundo também, as pessoas também. 1seg faz toda a diferença pois o tempo é relativo sempre.
E então porque essas coisas não acontecem sempre? Acontecem somente ás vezes porque são nessas vezes que elas devem acontecer. Um segundo pode fazer com que encontremos uma pessoa que conhecemos quase virando a esquina, ou se tivéssemos perdido mais um segundo, não encontrariamos ela. O mundo portanto todo funciona assim, pelo tempo em que as coisas acontem. Mas o tempo sempre foi avaliado e sentido diferententemente nos diversos contextos históricos e sociais. Não existiam números dá mesma forma como os conhecemos hoje, mas ele estava lá. COMO ISSO? Não conseguimos imaginar nossas vidas sem numeros (nem sem tempo). Eles são tudo, são nossos registros perante o governo, são os que dizem quanto temos no banco, são os números da conta bancária, o número de pessoas que vivem na mesma cidade que nós, nossa nota final de curso... eles são TUDO! Só que foram inventados. Isso quer dizer que eles não existiam. E isso já não é imaginável para nós. Portanto, existem do passado que não conseguimos explicar, e tentamos sempre adivinhar o futuro, também embaçado diante da nossa capacidade de imaginação.
Talvez se tentássemos primeiro desvendar o que já passou, soubéssemos o que viria. Ou se prestássemos atenção nas coisas que precisamos AGORA, faríamos o futuro, saberíamos produzí-lo. Esse universo não tem fim, não teve começo, porque sempre pessoas criaram para produzir o futuro e continuaram criando. Ou taLvez tudo o que está acontecendo com a nossa humanidade sobre o aquecimento global é algum sinal de que se não começarmos a fazer a nossa missão aqui que é descobrir coisas, inventar coisas, nossa população irá se destinguir. E a nossa missão é justamente salvar do fim dos nossos seres superiores a quem devemos nossa vida: AS PLANTAS. Não somos nem capazes de produzirmos nosso alimento. Precisamos de frutos, cereais, animais, folhas, tudo o que ingerimos vem da natureza. O trigo veio com ajuda do solo, assim como arroz, o milho, feijão, e muitas outras. As frutas vêm das arvores. As raizes abaixo do nosso limite, a carne de um ser vivo, que nem nós.
Por que sentimos gostos deferentes? Por que uma coisa nos agrada e outra não? Por que as pessoas gostam de algo que asmoutras não gostam? Qual a diferença que cada coisa faz em alguém? Cada cérebro armazena um tipo de energia. Assim como nossos DNAS são diferentes, a forma como as coisas são absorvidas pelo nosso organismo também é.
Isso parece um jogo em que algum ser mais forte que nós, está nos observando, vendo a capacidade de entendermos a/s vidas.
ESCOVA
Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam bem. Porque ficavam sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de escovar o osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo pensei de escovar palavras. Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia também que as palavras possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias inteiros fechados no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a eles, meio entresonhado, que eu estava escovando palavras. Eles acharam que eu não batia bem. Então eu joguei a escova fora.
Manoel de Barros
postado numa semente planetária amarela
Manoel de Barros
postado numa semente planetária amarela
15 de novembro de 2009
compartilhar
o sonho
compartilhado ou não
tentar impo-lo para os outros
viverem o mesmo
complicado.
solidão
a sensação de só tu entender o acontecido.
e quando nao é assim?
o sonho compartilhado
o olhar cruzado
a solidão nublando-se.
e o desejo de compartilhar esse momento
com aquela pessoa
que te entende
mesmo sem olhar.
te entendi.
num guerreiro cristal amarelo
compartilhado ou não
tentar impo-lo para os outros
viverem o mesmo
complicado.
solidão
a sensação de só tu entender o acontecido.
e quando nao é assim?
o sonho compartilhado
o olhar cruzado
a solidão nublando-se.
e o desejo de compartilhar esse momento
com aquela pessoa
que te entende
mesmo sem olhar.
te entendi.
num guerreiro cristal amarelo
12 de novembro de 2009
mimimo
abraço
o braço
dois braços
um coração
uma explosão
daquilo que não sabe-se explicar
une-se
numa bola
de bolhas
arco-iris
que vontade de abraçar!!!
num caminhante do ceu solar
o braço
dois braços
um coração
uma explosão
daquilo que não sabe-se explicar
une-se
numa bola
de bolhas
arco-iris
que vontade de abraçar!!!
num caminhante do ceu solar
23 de outubro de 2009
UM MOMENTO
ETERNIZA
INSPIRA
SOPRA.
SENTE A BRISA MOLDANDO OS CONTORNOS
DO SER.
HUMANO EU SOU
LIVRE
ARBITRIO MINHA VIDA.
ACREDITO NISSO, E ASSIM SOU.
ESCOLHO, ESCOLHO.
MUDO, MUDO.
ETERNO
AGORA
SEM FUTURO.
num humano magnetico amarelo
INSPIRA
SOPRA.
SENTE A BRISA MOLDANDO OS CONTORNOS
DO SER.
HUMANO EU SOU
LIVRE
ARBITRIO MINHA VIDA.
ACREDITO NISSO, E ASSIM SOU.
ESCOLHO, ESCOLHO.
MUDO, MUDO.
ETERNO
AGORA
SEM FUTURO.
num humano magnetico amarelo
ATRAIO
ATRAIO
TRAIO
O ACASO.
UM CASO
DE SINCRONIAS
QUEBRAM CONCEITOS
NÃO CONCEITUADOS E ACEITOS.
MINTO
PRA MENTE
QUE ME REVELA A VERDADE
DAQUILO QUE SE REVELA À MINHA FRENTE.
SOU
UM SER
HABITUADO
A SER VISTO PELOS OUTROS
COMO
CONTRÁRIO À ELES
SÃO ELES PRÓPRIOS.
num humano magnetico amarelo
TRAIO
O ACASO.
UM CASO
DE SINCRONIAS
QUEBRAM CONCEITOS
NÃO CONCEITUADOS E ACEITOS.
MINTO
PRA MENTE
QUE ME REVELA A VERDADE
DAQUILO QUE SE REVELA À MINHA FRENTE.
SOU
UM SER
HABITUADO
A SER VISTO PELOS OUTROS
COMO
CONTRÁRIO À ELES
SÃO ELES PRÓPRIOS.
num humano magnetico amarelo
13 de outubro de 2009
AROGA
Atrás, o caminho impossível pisca, querendo distrair-nos do caminhar enriquecido do sabor penetrante, do antes e do depois viciados em desejos. Assim, seguimos a trilha com vislumbres em lampejos, se encontrando e se esquecendo. Para trás, para frente, caminho fácil ou impossível: indiferente.
Em um certo momento, algo tenta distrair-me, no entanto, isso não é relevante: o ardente desejo de permanecer neste lugar é realmente forte. E mesmo com isso, senti vontade de ir além do que não conheço, do meu próprio abismo, meu próximo muro...mas uma folha cai, uma nuvem passa, o sorriso fica...sinais? Fecho as janelas que ficaram para trás e sou o momento. Perco desejo, perco vontade, além, não mais existe, tornei-me abismo e muro.Dentre as possibilidades que me cercam, só experimento o agora puro. Sim, qual a importância do muro e do abismo? Qual a diferença do mais e do menos?...na nossa existência não existe o grande e o pequeno. Portanto, eu sou meio.
SOIS HUMANO NOITE
numa tormenta auto-existente azul
Em um certo momento, algo tenta distrair-me, no entanto, isso não é relevante: o ardente desejo de permanecer neste lugar é realmente forte. E mesmo com isso, senti vontade de ir além do que não conheço, do meu próprio abismo, meu próximo muro...mas uma folha cai, uma nuvem passa, o sorriso fica...sinais? Fecho as janelas que ficaram para trás e sou o momento. Perco desejo, perco vontade, além, não mais existe, tornei-me abismo e muro.Dentre as possibilidades que me cercam, só experimento o agora puro. Sim, qual a importância do muro e do abismo? Qual a diferença do mais e do menos?...na nossa existência não existe o grande e o pequeno. Portanto, eu sou meio.
SOIS HUMANO NOITE
numa tormenta auto-existente azul
8 de outubro de 2009
cultura
Venho questionando-me sobre o assunto. Estamos muito presos ao nosso universo, o universo da cultura que vivemos. A cultura que é a família, a cidade, o país e o momento. Nascemos com uma barreira em torno de nós. Para podermos olhar para outras culturas, e para estudá-las, principalmente, temos que, primeiramente, libertar-nos dessas correntes de pensamentos e ideologias que nos cercam. Ir até o nosso ser, a essência, que é a mesma em todos nós, como humanos e como natureza do planeta terra. Somos corpo, possuímos os mesmos órgãos, e temos, como diferenciação, pontos de interesses difusos, o que faz sermos muitos, num universo de espelhos que refletem no outro o que somos e o que escondemos ser. A questão é o limite que iremos para fazer tal desculturação, se isso é possível.
Se a cultura ao longo do tempo modifica-se, será que temos uma cultura? Ao longo do nosso tempo encarnado, passamos por diversas experimentações e vivências, as quais são absorvidas por nós, e, inconscientemente, nós já somos elas. Por isso, a memória é muito importante dentro da cultura. A memória de quem eramos, o que vivemos, como agimos e de lembrar-mo-nos que temos uma cultura e não ficarmos sem chão.
Para estudarmos outros povos, precisamos, primeiramente, desconstruirmos qualquer tipo de pre-conceito e a visão pronta que temos sobre tudo. Precisamo abrir nossos horizontes para o desconhecido, e não se preocupar em ter respostas a tudo, pelo contrário, fazermos cada vez mais perguntas. Quando que tudo começou a ser dividido? Se nós, como humanos, somos 'humanos' como raça, por que não aceitamos facilmente que alguém use uma roupa um pouco diferente da maioria? E, por que diferente?
Em que momento são criados certos tipos de condicionamentos que já estão presentes em nós?
A partir dessas e outras questões infinitas, podemos ir conhecendo o nosso ser mais interno, a voz que nos guia intuitivamente a partir de vivências embutidas dentro de um ser dentro de nós que dificilmente lembramos como chegar nele. Ele é a essência, a união entre a raça humana. Um centro-foco comum entre todos, por mais que alguns nem tenham pensado em acessá-lo ainda, e nem lembrem que ele existe.
Então, para essas pessoas que não lembram desse centro, a realidade delas é não ter esse centro (elas não pensam assim, é claro). Para elas é real a vida que vivem, e o que é real? Um modo de vida, uma cultura, é real quando acreditamos naquilo que vivemos. Dessa maneira, estarão elas criando suas realidade sim.
Isso é cultura? Cultura é uma identidade. E, criar uma realidade pessoal, é criar uma identidade com esse real e consigo mesmo. Mas a cultura existe individualmente? E, existe um ser humano individual?? Como poderia alguém viver sem a necessidade de se relacionar com outro tipo de vida, sem respirar, por exemplo? Portanto, estamos interligados sempre nessa teia, porque ainda precisamos respirar o mesmo ar que paira nesse planeta, e, a partir da nossa inspiração e expiração, absorvemos muitos ar já respirados por diversas culturas. Assim, absorvemos todas as vidas que respiram, e somos todos um.
num espelho cósmico branco
Se a cultura ao longo do tempo modifica-se, será que temos uma cultura? Ao longo do nosso tempo encarnado, passamos por diversas experimentações e vivências, as quais são absorvidas por nós, e, inconscientemente, nós já somos elas. Por isso, a memória é muito importante dentro da cultura. A memória de quem eramos, o que vivemos, como agimos e de lembrar-mo-nos que temos uma cultura e não ficarmos sem chão.
Para estudarmos outros povos, precisamos, primeiramente, desconstruirmos qualquer tipo de pre-conceito e a visão pronta que temos sobre tudo. Precisamo abrir nossos horizontes para o desconhecido, e não se preocupar em ter respostas a tudo, pelo contrário, fazermos cada vez mais perguntas. Quando que tudo começou a ser dividido? Se nós, como humanos, somos 'humanos' como raça, por que não aceitamos facilmente que alguém use uma roupa um pouco diferente da maioria? E, por que diferente?
Em que momento são criados certos tipos de condicionamentos que já estão presentes em nós?
A partir dessas e outras questões infinitas, podemos ir conhecendo o nosso ser mais interno, a voz que nos guia intuitivamente a partir de vivências embutidas dentro de um ser dentro de nós que dificilmente lembramos como chegar nele. Ele é a essência, a união entre a raça humana. Um centro-foco comum entre todos, por mais que alguns nem tenham pensado em acessá-lo ainda, e nem lembrem que ele existe.
Então, para essas pessoas que não lembram desse centro, a realidade delas é não ter esse centro (elas não pensam assim, é claro). Para elas é real a vida que vivem, e o que é real? Um modo de vida, uma cultura, é real quando acreditamos naquilo que vivemos. Dessa maneira, estarão elas criando suas realidade sim.
Isso é cultura? Cultura é uma identidade. E, criar uma realidade pessoal, é criar uma identidade com esse real e consigo mesmo. Mas a cultura existe individualmente? E, existe um ser humano individual?? Como poderia alguém viver sem a necessidade de se relacionar com outro tipo de vida, sem respirar, por exemplo? Portanto, estamos interligados sempre nessa teia, porque ainda precisamos respirar o mesmo ar que paira nesse planeta, e, a partir da nossa inspiração e expiração, absorvemos muitos ar já respirados por diversas culturas. Assim, absorvemos todas as vidas que respiram, e somos todos um.
num espelho cósmico branco
7 de outubro de 2009
é bom
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